ONDE MORRE O AMOR…

Há frutas maduras, bonitas por fora, vermelhas, douradas e cheias de aroma…

Algumas, no entanto, têm bicho no centro; não vão aos mercados, nem chegam às mesas: Morreram por dentro! Seu brilho de fora apenas ilude as crianças e os tolos.

O Amor é, na terra, uma fruta, uma fruta celeste; possui belas formas, aromas e cores.

O Amor é uma fruta no arbusto da vida, doçura vermelha no peito da gente.

Mas… dura verdade que dói e entristece! Também como as frutas douradas, vermelhas, é sempre no centro, bem fundo, lá dentro, que o Amor das pessoas começa a morrer. Não é na folhagem já murcha dos anos, nos parcos cabelos, nas cãs da velhice, nos olhos cansados, nos trôpegos passos… Ah, não, meus amigos, não é em nada disso que morre um afeto e sucumbe a ternura!

O Amor, quando morre, é de dentro para fora, igual às goiabas! É sempre lá dentro, no fundo das almas, nas veias profundas, no centro da vida, no cerne da gente, onde a seiva borbulha! É aí que morreram já tantos amores, que, um dia, enfeitaram pomares humanos, quais frutas maduras, vermelhas, douradas!

Damien    

 


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